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O DA e suas funções

Texto e fotos por Rafael Sotero

Nas diversas entrevistas com os alunos participantes dos diretórios acadêmicos foi possível traçar muitos pontos em comum. Cada curso, no entanto, possui necessidades diferentes e, logicamente, apresenta estrutura e funcionamento desiguais. Partindo deles é possível, então, visualizar um panorama da situação dos cursos.

Privilegiando a tradição, comecemos pelo DA de Direito, cujo surgimento data da época do Estado Novo e figura no topo da lista dos diretórios mais antigos da UFPE. Composto por duas chapas que se alternam no poder há 13 anos –Interativa, atual gestora, e Contestação-, o DA de Direito é conhecido pelo grande engajamento nas questões políticas do país e sua preocupação pela manutenção do diálogo social na faculdade. Há três meses, a Interativa se encontra na gestão, tendo ganhado a eleição disputada por quatro chapas e que contou com 75% de participação discente na votação.

Formada por 23 pessoas, tem como uma das principais metas a reforma do estatuto para extinguir o personalismo e quebrar a hierarquia. Segundo Rafael Bezerra, “uma gestão não pode ser vista de forma personalista, como se só uma pessoa respondesse pela Faculdade de Direito. Queremos estimular mais a participação não só das pessoas que estão oficialmente no DA, como também dos estudantes que precisam estar no dia-a-dia construindo o diretório”. Possuem também uma proposta de mudança curricular – cuja imobilidade dura 14 anos -; promovem a semana do calouro, onde estes têm a possibilidade do encontro com profissionais da área, visitas aos órgãos relativos ao universo do Direito, como o Tribunal de Justiça; e exercem pressão nos professores que se ausentam por muito tempo das salas de aula. O papel da oposição é suprir as deficiências da situação criticando pontualmente e elogiando.

Pátio da Faculdade de Direito do Recife

“O curso de Ciências Sociais tem muita disputa política, pela natureza do curso até, apesar de que o perfil não é mais esse, de militante engajado, é algo mais acadêmico, institucional”, abrindo desta forma a entrevista, Victor Rodrigues apresenta uma das características do DA do qual faz parte. Não existe ali presidente, e sim coordenações: a política (pela qual é responsável), executiva, cultural, etc. Assim como no curso de Direito, há a preocupação referente à grade curricular e ausência de professores e organização da semana do calouro, onde são debatidos temas polêmicos em moda, culminando com uma calourada no último dia. Assuntos referentes à ocupação da reitoria, reforma universitária e aumento da passagem de ônibus foram abordados em discussões. “O DA, fazendo parte do movimento estudantil, é também um movimento social e assim tem um poder de transformação na sociedade. Claro que não se esgota nele, é uma estrutura muito pequena, local, mas pode fazer parte de uma teia e impulsionar algum tipo de transformação.”

Victor se mostra ciente da dificuldade da posição um tanto quanto idealizada de representar a todos: “eu acho meio falaciosa essa coisa de representar todo mundo. Enquanto entidade, nem que seja formalmente, burocraticamente, é a entidade que representa todos os cantos do curso. Mas a gente sabe que os estudantes não são uma categoria homogênea. Nem do ponto de vista de classe, nem do ponto de vista ideológico”. Embora discorde do caráter revolucionário e marxista do DA, muitas vezes estereotipados como tal, admite a posição esquerdista.

Saindo das áreas humanas e adentrando nas ciências regidas pelos números, os DAs de Engenharia de Produção, de Minas e Civil foram eleitos através de chapa única. Com exceção do último, todos os diretórios do CTG atuam em conjunto, através de um Fórum que se reúne periodicamente e promove, dentre outras atividades, o Hemocampus. Trata-se de um evento anual conduzido pelo Hemope onde se passa um dia inteiro colentando sangue numa sala do próprio CTG.

Pedro Lins, estudante de Produção, define seu DA como pacífico e apartidário e coloca a participação política como danosa à carreira de engenheiro. Nas últimas gestões, aponta o aluno, o “O DA tem servido mais para a integração dos alunos do curso e organização de eventos do que um papel social”. Um pouco mais ativo, o DA de Minas serve como local de convivência, com computadores, bibliotecas; afinal, são cursos que exigem tempo integral do aluno na universidade. “No DA de Minas não existe tanta cobrança por parte dos alunos porque eles conseguiram muita coisa: sala, computadores, livros”, diz o estudante Roberto, um dos formadores da chapa atual.

Dentre as Engenharias, a Civil responde pelo diretório mais participativo do campus. Com uma chapa de sete integrantes organizam uma copa de futebol envolvendo todas as especializações de Engenharia, minicursos e projetos de integração entre os estudantes.

Seria praticamente impossível concatenar aqui todas as funções de um DA e as diferentes atuações de cada um na sociedade universitária. Fica claro que as possibilidades de participação na vida estudantil são infinitas e sempre haverá espaço para críticas, reivindicações e lutas por melhorias do respectivo curso.

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