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Expresso

A DIFICULDADE DOS ALUNOS QUE UTILIZAM TRANSPORTE PÚBLICO NA UFPE

Por Tatiana Ferraz (mandepratati@yahoo.com.br)
e George Carvalho (gascarvalho@yaho.com.br)

Estudante de Secretariado da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Henrique Barreto (30) enfrenta todos os dias um mesmo problema: a lotação no ônibus quando volta pra casa, após as aulas. Morador de Olinda, ele é usuário da linha Rio Doce/CDU, coletivo operado pela empresa Rodoviária Caxangá. “Como eu subo logo na segunda parada do Campus (em frente à Biblioteca Central), dá pra ir sentado, mas só nessa volta aqui na Universidade, quando o ônibus chega ao CFCH (Centro de Filosofia e Ciências Humanas), já está ‘entupido’ de gente. E, além da lotação, o Rio Doce/CDU demora a passar”, reclama.

Assim como Henrique, pensam muitos estudantes da UFPE que não possuem carro particular e dependem do transporte público para se deslocar até a Universidade. Catorze linhas de ônibus abastecem a UFPE. Há ainda duas linhas tipo bacurau, as quais operam de meia-noite às quatro horas da manhã e passam nos arredores da UFPE. Veja aqui a lista completa dos ônibus que circulam nas proximidades do Campus da UFPE.

Na avaliação da gerente de programação do sistema da Empresa Metropolitana de Transporte Urbano (EMTU), Taciana Ferreira, a quantidade de coletivos disponibilizados para os estudantes, funcionários e servidores da UFPE é suficiente. “Como o campus se situa em região periférica do Recife, muitas linhas estão ligadas a ele de forma indireta, por meio de integração. É o caso do Camaragibe/CDU, do Barro/Macaxeira/Várzea e do Rio Doce/CDU, que transporta usuários de Maria Farinha (bairro de Paulista)”, explica. A gerência de programação do sistema da EMTU é responsável por avaliar a oferta e a demanda da população pelo transporte coletivo e definir, entre outros detalhes, o itinerário dos veículos.

Também em termos de qualidade, a gerente considera o serviço satisfatório. “Há uma diversidade grande de tipos de veículos. Temos articulados, ou sanfonados, e alongados. Quanto à lotação, considero que é tranqüilo. Apenas em horário de pico há uma piora”, declara. De acordo com Teresa Raquel, que cursa Química Industrial, conforto não é uma palavra adequada para definir o transporte público da Região Metropolitana recifense. Ela utiliza diariamente a linha CDU/Várzea, operada pela empresa CRT. “Quando vou para a faculdade, cerca de meio dia, o ônibus está lotado. Quando volto, à noite, também está. É desconfortável para os estudantes”, declara.

A universitária completa que os veículos dessa linha também costumam demorar muito, especialmente no período noturno. “Às vezes passo meia hora esperando”. Veja a seguir o depoimento completo de Teresa Raquel em um trajeto da linha CDU/Várzea, sentido cidade-subúrbio, gravado em horário de pico:

TEMPO – Uma das principais reclamações dos estudantes, especialmente os que têm atividades no turno da noite, é com relação aos horários em que os ônibus circulam nas proximidades da UFPE. Viviane Paixão (21) e Patrícia Costa (36), residentes em Camaragibe, estão entre eles. “Sempre tenho que sair um pouco antes da aula terminar pra não correr o risco de perder o ônibus e ter que ficar esperando até tarde na parada. É muito perigoso”, explica Patrícia. Elas utilizam a linha Camaragibe/CDU, da empresa Rodoviária Metropolitana, e o último veículo a entrar no campus não ultrapassa as 22h15. “Se perdermos esse ônibus, temos que atravessar a universidade e, do lado de fora, apanhar um ônibus para o Derby e, de lá, outro pra casa”, esclarece Viviane.

Das 14 linhas que circulam ao redor do Campus, ou mesmo dentro dele, e não são do tipo bacurau, uma funciona até meia-noite, cinco até às 23h, quatro até as 22h30 e três até às 22h. O horário de funcionamento da linha 436-Várzea não foi informado pela assessoria de imprensa da EMTU. “Os estudantes têm praticamente todo o horário de estudos coberto pelos coletivos”, diz Taciana Ferreira.

Nos finais de semana, a circulação de ônibus cai drasticamente, mas a gerente da EMTU argumenta que a queda na demanda também sofre uma redução significativa e que as atividades de extensão ocorrem, geralmente, apenas até as 13h. Em relação ao tempo de espera, o estudante de Ciências Sociais Frank Henrique (19) reclama da demora para os ônibus chegarem às paradas. Usuário da linha Barro/Macaxeira (Várzea), da Empresa Metropolitana, o jovem conta que, à noite, chega a passar meia hora à espera do coletivo, e sempre vêm dois seguidos. “Ao invés de vir um a cada quinze minutos, vem dois, um atrás do outro, a cada meia hora… Ta vendo só!”, descreve, enquanto pede parada para o primeiro dos dois veículos que se aproximam no momento em que finaliza a entrevista.

Taciana Ferreira afirma que, de forma geral, o intervalo de tempo entre dois coletivos de uma mesma linha fica entre 15 e 20min. “Quando demora mais do que isso, é porque aconteceu algum imprevisto”, explica. “Além disso, para o usuário que está na parada, há a sensação de que o transporte demora mais do que na realidade o faz”, acredita a gerente da EMTU.

Entre os principais temores dos usuários do transporte coletivo do Grande Recife está ainda a falta de segurança nas paradas. Essa questão, no entanto, não é de responsabilidade da EMTU. Para saber mais sobre o sistema de segurança do campus da UFPE, acesse a seção (In)Segurança deste blog.

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