• Campo aberto

    Cannabis no campus Nossos repórteres percorreram o campus e não tiveram dificuldade em se deparar com o consumo, a olhos vistos, de maconha nos limites da Universidade. Confira a reportagem aqui.
  • Ecos de ’68

    Mesmo com cursos há meses sem representação e com o eterno embate filiados x não-filiados, movimento estudantil (re)acende a veia política de estudantes que nunca se imaginaram em posição de liderança. Aqui.
  • Emergência

    Hospital das Cl�nicas Referência em Cirurgia da Obesidade e Cardíaca, Transplantes e Gestação de Alto Risco, o Hospital das Clínicas da UFPE é vital para os estudantes da área de saúde, mas não atua no atendimento a alunos. Saiba o porquê.
  • “Xerocando”

    Xerox ou fotocópia?Ilegal ou legítimo? Um estudante fotocopia, em média, mil páginas de livros por cada semestre. Entenda como a marca Xerox virou verbo e substantivo na gramática estudantil da UFPE
  • Multimídia

    Acesse aqui os vídeos, fotos e áudios produzidos durante as reportagens
  • 12345

    Saiba com quantas horas de gravação, solas de sapato, chás de cadeira e bloquinhos de anotação se faz uma reportagem. A gente não gosta de matemática, mas contabilizou tudo!
  • Repórteres

    • André Simões
    • Bárbara Siebra
    • camilapimentel
    • Carol Vasconcelos
    • Cecília Santana
    • clarissagomes
    • descampado
    • Glaucylayde
    • Gustavo Maia
    • Guilherme Carréra
    • ineshebrard
    • katianectorres
    • larajornal
    • lucianamartins23
    • luisafsantos
    • mariedelbes
    • Mirella Izídio
    • Mirella Pontes
    • Rafaella Correia
    • Rafael Sotero
    • sofiacostarego
  • Falem mal, mas falem de nós

  • Passaram por aqui

    • 81,902 hits

Babel

por André Simões/ Guilherme Carréra/ Luísa Ferreira
andresimoes_azevedo@hotmail.com/ guilherme8919@hotmail.com/ luisafsantos@hotmail.com

Enquanto estudava na França, a jovem Sandrine Henin não tinha expectativas sobre o que encontraria no Brasil. Estudante de Sociologia, a francesa nascida em Lille apenas não desejava ir para uma grande metrópole, como São Paulo ou Rio de Janeiro. Sobre Recife, só sabia que era uma cidade menor. A partir dessa premissa, resolveu encarar o desafio de passar um ano em outro continente. O interesse pelo nosso país tem uma explicação. “Eu fazia aula de capoeira na França e já me interessava pela cultura brasileira”, revela Sandrine.

Abraço brasileiro já não é estranho/Foto: André Simões

Antes de embarcar para o Recife, ela diz que chegou a freqüentar um ano de aulas de português, mas assume que teve dificuldades no cotidiano do campus da nova Universidade. “A leitura é mais fácil, pois há muitas semelhanças entre a escrita do francês e do português. Minha maior dificuldade foi em relação à pronúncia das palavras, me acostumar com o sotaque”, afirma a jovem de 22 anos. Ainda na frança, ela foi alertada da violência: “As pessoas me diziam para ter cuidado por conta das notícias que liam. Diziam que sempre devia andar com dinheiro na bolsa, para o caso de ser assaltada”. Morando no bairro de Boa Viagem com outras duas européias que também fazem intercâmbio na Universidade, Sandrine hoje diz que já se adaptou à rotina da cidade, o que inclui pegar ônibus diariamente para a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). “O campus é muito arborizado, muito diferente da minha universidade na França. Eu acho o lugar muito agradável e o povo bastante caloroso. As pessoas nem se conhecem e já se abraçam. Acho até que quando voltar para a França vou achar as pessoas frias demais”, comenta, rindo.

“Outra coisa diferente é que na França a gente passa as aulas inteiras escrevendo, aqui não”, diz Sandrine, aproveitando ainda para listar duas características essenciais, fruto de sua observação: “A relação entre professor e aluno é totalmente diferente, aqui existe uma proximidade. Além disso, eu sinto que há uma valorização do trabalho do estudante, o que gera uma confiança a mais”, enumera. Apesar do incômodo do calor extremo em algumas situações, a francesa se mostra bastante adaptada aos novos costumes. “Estou contente, é uma experiência muito rica para mim”, completa a estrangeira.
Adaptada ao clima nordestino, a estudante de Biologia Nicola Seitz, 23 anos, deixou os estudos na Alemanha e veio para o Brasil há cerca de um ano, aproveitando o vínculo que sua universidade alemã possui com a Universidade. Ainda em seu país de origem, a jovem chegou a fazer aulas de português, disponibilizadas na sua própria faculdade, mas o aprendizado do idioma também foi facilitado pelo namorado recifense. “Além das aulas, o meu namorado, que estava estudando na Alemanha, é brasileiro. Tanto ele como minha professora são de Recife. E como minha faculdade exige um ano de intercâmbio, resolvi vir para o Brasil”, resume Nicola.

Alemã só acha ruim a burocracia/Foto: André Simões

O maior problema da européia em terras sul-americanas está relacionado com a burocracia. A quantidade de documentos, solicitações de matrícula e lugares aos quais se deve ir incomodaram um pouco a alemã, que diz logo ter se adaptado ao calor nordestino. “Às vezes tenho um pouco de dificuldade com a alimentação, pois sou vegetariana e aqui se como muita carne”, constata.

Em relação ao campus da UFPE, Nicola percebe grande diferença na estrutura espacial. “Aqui é muito maior do que o campus da minha universidade na Alemanha, e como eu faço estágio em Ecopedagogia no CFCH, circulo por vários centros”, explica a estudante que, apesar de morar perto da Universidade, diz temer a insegurança assim que sai de casa, embora nunca tenha sido assaltada em sua estadia brasileira. Quando indagada sobre a vida acadêmica propriamente dita, Nicola acha que na UFPE as atividades são mais bem distribuídas, já que em seu país só há uma prova por disciplina no fim do semestre. Ela também considera a postura dos professores alemães mais rígida. “Aqui alguns faltam, liberam mais cedo ou colocam substitutos”, afirma a intercambista. Assim como a maioria dos alunos que aportam no Brasil, mais especificamente na UFPE, Nicola enxerga sua experiência com olhos de satisfação. “É muito bom para conseguir se adaptar em ambientes diferentes, além do que me ajuda a entender que os pensamentos das pessoas diferem também, e eu tento entendê-los melhor”, conclui.

Tão longe, tão perto

Vovô viu a uva

Voltar à matéria principal

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: