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A visão de ser professor

Colega de classe de Ana Célia, Andrezza Aquino viveu outra realidade. Estudante a vida inteira de colégio particular, a jovem também está inclusa entre os aprovados no curso de Direito da Universidade Federal de Pernambuco. Ligada ao Movimento Estudantil, desde que ingressou esteve atenta a projetos desenvolvidos na faculdade. “Eu queria participar de um algum projeto e vi cartazes falando sobre o Vestibular Cidadão, só que para fazer parte da equipe era preciso fazer testes e eu tinha medo de não passar”.

Andrezza se refere ao já citado Vestibular Cidadão (VC), vinculado ao curso de Ciências Jurídicas da UFPE, onde alunos interessados podem se inscrever para dar aulas aos alunos de escolas públicas que desejam passar para o ensino superior. “Como os horários dos alunos-professores são bastante corridos, sempre há alguma desistência. E aí surgiram duas vagas: uma para ensinar Literatura e outra para Física. Claro que optei pela primeira”, revela Andrezza, hoje estudante do 2º período.

Nem todos os alunos envolvidos no corpo docente são do curso de Direito. “Alguns são de Engenharia, Geografia, outros nem estudam na UFPE. Tem um rapaz que ensina e faz Física na Unicap”, explica a jovem de apenas 19 anos. O projeto VC surgiu por volta de dez anos atrás, como extensão do Diretório Acadêmico, mas hoje opera independentemente da gestão. As aulas são ministradas no DMEC, onde os próprios alunos de Direito assistem aula. A estrutura, por conta disso, é boa: quadro branco, ar condicionado, retroprojetor e TV são acessórios positivos do local. Há críticas referentes à biblioteca, o que torna o acesso aos livros restrito. O projeto é voluntário, sem remuneração, e requer também jogo de cintura. “Sempre tem alguns alunos meio grossinhos. Na primeira aula eu levei dois foras, mas com o tempo a gente aprende a lidar”, comenta.

O número de alunos envolvidos é abrangente. “No começo, as turmas estão lotadas. Com o tempo vão esvaziando. A minha turma tem em média umas 35 pessoas, mas o contingente total de participantes do projeto está em torno de 200”, conta Andrezza, que pretende seguir lecionando até surgir um estágio. Ela conta que o dia-a-dia na sala de aula funciona como um colégio normal. “A maioria tem deficiências, não sabe algumas coisas básicas, mas uma parte acredita e luta para passar no Vestibular. Como eu ensino Literatura, acho que a maior dificuldade deles é em relação ao vocabulário, mas sempre dá para contornar”, explica a aluna-professora.

Andrezza, no entanto, possui opiniões contrárias se indagada a respeito do acréscimo de 10% na nota dos alunos vindos de escola pública e das cotas que reservam vagas nos cursos para esses estudantes. “Eu acho válido o acréscimo, pois é um incentivo para os alunos. Os 10% não excluem. Já as cotas eu acho que discriminam um pouco. Pessoas não tão capacitadas podem entrar. Acaba que se torna apenas um cumprimento do número de vagas”, afirma Andrezza. A questão das cotas, comentada tanto por Ana Célia como por Andrezza, difere do acréscimo de 10% à média do candidato. No caso das cotas, há uma reserva de vagas, que só podem ser preenchidas por alunos de escolas municipais ou estaduais. (G.C.)

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