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Aliança entre medicina e educação

Existem ainda muitos outros cursinhos como o Vestibular Cidadão, inclusive na UFPE. A criação do Portal, outro expoente nesse quesito, está associada à discussão atual de humanizar a Medicina. Questiona-se muito a falta de capacidade dos médicos no trato diário com o público. A frieza muitas vezes é a primeira referência quando se fala dos profissionais de Saúde. Mas, para mudar tal realidade, disciplinas curriculares e projetos de extensão são oferecidos ainda dentro da universidade. O Portal encaixa-se aqui. Desenvolvido em 2003 e tendo vínculo com a Pró-Reitoria de Extensão da Universidade (Proext), o projeto busca humanizar os futuros médicos pelo contato com pessoas de baixa renda.

Quando começou, a prioridade da inserção no quadro de professores era dada ao discente de Medicina, mas com o passar dos anos, cresceu e atraiu pessoas de outros cursos como Direito, por exemplo. Nas salas do Portal atualmente se revezam 80 professores lecionando de segunda a sexta-feira à noite, das 18h30 às 21h40, sábados, das 12h30 às 17h e quinzenalmente aos domingos, das 8h30 às 12h30.

Dentre os alunos interessados em lecionar, Elaine Lima de Souza, 21 anos, estudante do 4º período de Medicina, é um belo exemplo. Integrante do projeto desde o início de 2007, a jovem que, inicialmente, ensinava Literatura, hoje atua como uma das coordenadoras do pré-vestibular. Elaine soube da existência da iniciativa através de amigos que eram antigos coordenadores. E a divulgação é feita assim, informalmente, através de propaganda boca a boca, cartazes pelas paredes, e até por meios virtuais como listas de e-mail das turmas e Orkut.

Estudante de medicina coordena o Portal/Foto: Guilherme Carréra

Não é qualquer aluno que pode participar. O grande número de interessados e a seriedade do projeto justificam a burocracia. Assim como no Vestibular regular, é realizada uma prova para admissão dos inscritos em que os que obtêm as maiores notas são posteriormente selecionados pelas respostas dadas ao questionário sócio-econômico entregue no ato da inscrição. Dividido em três turmas (Saúde, Exatas e Humanas), o Portal comporta uma média de 120 alunos na faixa dos 20 anos. Além das aulas, eles são submetidos a provas de avaliação de desempenho como simulados e provas de redação. Os coordenadores, por sua vez, fazem uma reunião a cada dois meses para mensurar o desenvolvimento dos alunos e elaborar tabelas estatísticas com a evolução das notas de cada aluno.

De acordo com Elaine, os alunos são bem interessados e participativos, sempre procurando a biblioteca e os serviços de monitoria para tentar contornar as deficiências encontradas ao longo do percurso. Deficiências, acredita, provenientes do ensino carente das escolas públicas. “A rede pública de ensino está muito defasada, acredito que seria difícil conseguirem passar no Vestibular sem projetos como esse, já que faltam coisas básicas”, atesta a coordenadora do Portal.Elaine também se posiciona em relação aos 10%. Vivendo de perto a realidade dos alunos mais carentes, a estudante de Medicina afirma que é válida a iniciativa do bônus, no entanto, ela faz parte do grupo dos que aceita a manobra a curto prazo. “Tais políticas são imediatistas e só atendem quem está prestes a querer entrar na Universidade. Se o país é tão desigual, não tem como exigir uma seleção igualitária”, completa.

Estudante freqüenta biblioteca/Foto: André Simões

Bruno Gustavo, 23 anos, é aluno do Portal desde o ano passado. Quer fazer Medicina não pelo retorno financeiro, e sim pela realização de um sonho. Soube do projeto porque mora perto da Universidade. Não teve dúvidas se participaria, apesar da concorrência acirrada. Bruno acredita que a existência do Portal seja um grande estímulo para os alunos que não tiveram a oportunidade de receber um ensino de qualidade durante a trajetória estudantil. E se a questão é a carência de um ensino de excelência, Bruno é a favor do acréscimo de 10% na nota do Vestibular para alunos de escola pública. “Tem que ter algo que possa me ajudar, se eu não fui bem preparado”, afirma o estudante. Mas também acredita que essas medidas precisam ter um prazo de validade. “Não é dessa forma que o problema vai ser resolvido, mas essas alternativas são necessárias hoje, até porque, se for melhorar a Educação, tem que pensar também em quem já terminou o colégio e não teve essa chance”, avalia Bruno Gustavo, ratificando a opinião da coordenadora do Portal. (A.S.)

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