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Combate ao ‘mercado negro’ dos estágios

“Eu não tive orientação, em nenhum dos estágios que freqüentei, de modo que eu pudesse desenvolver um trabalho como estudante. Não tive o acompanhamento de um profissional, como deveria ter uma estudante universitária em preparação para ser jornalista. Eu realmente substituía os jornalistas”, explica uma estudante do 7° periodo de Jornalismo na UFPE. Ela estagiou em várias assessorias de comunicação, assim como na Televisão Universitária (TVU).

O caso acima é só um exemplo do que vivenciam muitos estudantes de Comunicação, e possivelmente de outras áreas também. A experiência pode até ter sido edificante, mas não corresponde ao objetivo do estágio, teoricamente idealizado como uma etapa de aprendizagem, de aproximação à pratica profissional. Na UFPE, só o curso de Serviço Social possui uma “Política de estágio”, em prática há três anos, para garantir aos estudantes uma boa experiência nesse quesito.

A estudante acrescenta, baseando-se na sua própria experiência, que “grande parte dos estágios, no dia-a-dia, exige que você dê prioridade a eles e não à faculdade. Por exemplo, se você tem que cobrir um evento no mesmo horário que uma aula, e você não fica para cobrir aquele evento, é facil você ser ameaçado com demissão do estágio”. É comum ouvir dizer que o jornalista não tem horário. Agora, até que ponto é necessário ou justificado que os estagiários – eles são estudantes, vale lembrar, não ainda profissionais – suportem essa pressão? Segundo Djanyse Mendonça, “essas são experiências que deformam mais do que formam”, pois nesses casos o estágio acaba transformando-se na preocupação principal dos alunos, quando esta deveria ser os estudos. A transformação do estágio em trabalho é uma tendência que parte de uma determinação no mundo do trabalho: as empresas contratam um estagiário e dão para ele responsabilidades que não correspondem com o seu grau de competência.

Para evitar esses casos, no curso de Serviço Social o estágio não é encaminhado se não corresponde com os critérios estabelecidos num manual de mais de 50 páginas, atualizado semestralmente. A política de estágio define três requisitos principais: a existência de um Assistente Social que atue como supervisor de estágio; uma missão pedagógica preestabelecida no programa de estágio; uma duração de um semestre letivo com uma carga horária de 20 horas semanais em estágio remunerado, e de 12 horas quando é estágio sem bolsa. Tal política vale tanto para os estágios optativos como para os dois estágios obrigatórios, que devem ser realizados no 6° e 7° periodos do curso. Nesses períodos, o estudante tem até uma disciplina vinculada com o estágio, chamada de “Seminário temático”, cujo conteúdo é ligado aos textos fornecidos pelos orientadores e a atividade exercida no estágio. No final da experiência, o aluno produz um relatório de estágio e propõe um plano de intervenção para pôr em prática no estágio seguinte.

Segundo Djanyse, esse monitoramento do estágio obrigatório é a única garantia de sucesso para a experiência: “A coordenadoria até indica vagas para o estágio obrigatório, mas estágios extracurriculares não são estimulados, já que não são tão bem acompanhados. Porém, a lei permite esse tipo de estágio, então a gente não pode negá-los desde que se encaixem às exigências da política de estágios do curso”. Cerca de 50% dos estudantes de Serviço Social em idade para estagiar são efetivamente estagiários.

No entanto, a responsabilidade não é só da universidade, mas também das empresas. Existem empresas que contratam estagiários sem estabelecer nem assinar os Termos de Compromisso. “Eu já estagiei sem apresentar nem o comprovante de matrícula”, lembra Milena¹, no 7° periodo de jornalismo. Em outros casos, o problema vem do orientador. “O meu supervisor libera os estagiários em época de provas, ou para assistir a seminários e congressos, mas tem muitos que não fazem isso”, diz Fernanda, aluna de Serviço Social. Por isso, a Política de estágios do curso de Serviço Social dá especial atenção à exigência de um orientador disponível para acompanhar o desempenho do estagiário, e consciente das suas obrigações acadêmicas. No mês de maio de 2008 foi realizada uma oficina no CCSA, onde se reuniram os representantes do curso e orientadores de estágio em Serviço Social, para discutir a situação.


Omitimos o nome e sobrenome dos estudantes para preservar sua identidade e evitar-lhes possíveis problemas em decorrência de seus depoimentos.

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