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Xerocando

Xerox: no limite entre a ilegalidade e a legitimidade


por Inès Hébrard e Marie Delbès

marie.delbes@gmail.com

Em média, um estudante de universidade xeroca umas 1000 páginas por semestre, o que resulta em cerca de R$ 70. Chegando à formatura, ele terá gastado por volta de R$ 650 nas leituras para o curso inteiro. Já a compra de todos os livros ficaria muito mais cara: não menos de R$ 500 por um só periodo. Em Medicina ou Direito, um só livro pode custar até mais do que R$ 200. “Com certeza, é mais barato e cômodo xerocar do que comprar todos os livros nas livrarias. Os livros são muitos caros e nos sebos e bibliotecas não se encontram facilmente livros téoricos, ou então são mal conservados. Além disso, muitas vezes tenho que ler alguns capítulos de uma obra porque o professor pediu, mas não me interessa ter o livro em casa”, comenta Louise Walmsley, estudante de 1º periodo de filosofia.

Sala de xerox do CCSA / Foto: Inés Hébrard

As casas de xerox no interior do campus da UFPE são negócios particulares, abertos graças à obtenção de uma licitação. Antigamente, os trabalhadores eram funcionários da própria universidade, mas as casas foram privatizadas para garantir maior eficiência. “Eu trabalho nesta xerox há 32 anos, entrei com 15 e fiquei”, diz o veterano Mozart Aquino de Barros, proprietário da casa no prédio do CCSA. Ele lamenta que o comércio das xerox tenha sofrido uma baixa nos últimos anos, “por causa da concorrência de ‘lá de fora’”. Mozart se refere às várias barracas de xerox que foram abertas nos arredores do campus no decorrer do tempo, causando prejuízo às casas estabelecidas no seu interior. Mozart Aquino explica: “Aqui dentro a gente tem muitas exigências: impostos a pagar, licitações. Os de lá fora não pagam nada, e por isso podem fazer preços mais baixos”.

Para preservar a identidade dos donos dos estabelecimentos, decidimos não colocar nem seus nomes nem o dos negócios. Os exemplos mencionados são verdadeiros e não exclusivos: constituem só uma mostra do que acontece em maior escala ao redor do campus. José António abriu há sete anos sua barraca azul, no exterior do CFCH. Ele foi o pioneiro na saga de lanchonetes e fotocopiadoras alternativas que surgiram no entorno do campus. Hoje, podemos contar mais de trinta casinhas de xerox, situadas perto das saídas da universidade. Os donos desses negócios têm conta de luz e às vezes aluguel, como explicam Caio e Junior, que abriram sua barraca verde há três meses, apesar de não pagarem impostos. Graças a isso, podem fazer preços mais baixos: as xerox são três centavos mais baratas do que no interior do campus, e essa diferença basta para convencer a maioria dos estudantes a freqüentar as xerox “de fora”. O mesmo acontece com os outros serviços oferecidos: encadernação, impressão, ampliações ou transparências são mais caras no interior do que no exterior do campus.

Barracas de xerox no exterior do campus / IH, MD Barracas de xerox no exterior do campus/ Foto: Inés Hébrard

As casinhas de xerox no exterior não se dedicam apenas a reproduzir textos e imagens. Elas propõem também outros serviços para lidar com a concorrência e atrair mais clientes. Por exemplo, algumas vendem bebidas e salgados que podem ser consumidos enquanto as xerox ficam prontas. Outras diversificam seu negócio vendendo parafina às outras casas, substância utilizada na manutenção das fotocopiadoras.

legal ou Ilegal

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(Inès Hébrard e Marie Delbès são estudantes intercambistas da França)

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