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Entrevista às escuras

Por Carolina Vasconcelos
Portões Fechados / Foto: Carolina Vasconcelos

vasc.carolina@gmail.com

No dia 16 de maio, a equipe de Hospital de Heróis foi ao Hospital das Clínicas em busca da Assessoria de Imprensa do local. Tínhamos em mãos uma entrevista com 22 perguntas a serem feitas: um atestado de nossas dúvidas. Dúvidas essas que, uma vez elucidadas, nos proporcionariam um conhecimento maior sobre o HC, bem como nos dariam maior autoridade para tratar do assunto saúde no Campus. As dificuldades começaram com as ligações para os diversos setores do hospital. Coordenação de Comunicação, Assessoria de Imprensa e Comissão de Residência Médica e Estágios foram alguns dos nossos destinos via telefone. Apesar disso, não encontramos um setor que respondesse todas as perguntas porque estas envolviam diversos segmentos sobre o histórico e o funcionamento do HC (as informações que serviram de base para as perguntas estão veiculadas no próprio site do hospital).
Não contentes com o jogo de empurra-empurra a que fomos submetidos, nos dirigimos diretamente à Assessoria de Comunicação do Hospital das Clínicas. Nesta, a assessora Franci Almeida nos recebeu e se disponibilizou a responder nossa entrevista através de e-mail, já que ela precisava obter informações de outros departamentos do hospital. No dia 20 de maio Franci respondeu 16 das nossas perguntas, comprometendo-se a enviar as outras assim que tivesse posse dos outros dados. Até hoje estamos esperando os esclarecimentos necessários. Mesmo assim, esta editoria continuou descobrindo o HC, ao mesmo tempo em que buscava as informações tidas como essenciais para o desenvolver desta investigação.
Entre respostas duvidosas e obscuras, a nossa equipe não teve a oportunidade de rebater as mesmas, haja vista a falta de contato entre nós e a assessoria desde então. Um exemplo disto está na conversa com pacientes do HC, no mesmo dia 16 de maio, onde encontramos Luis Pereira, 28 anos, residente em Belo Jardim (Cara e Coroa). Ele faz tratamento renal no Hospital das Clínicas e está sem fazer um exame de Urocultura por falta de materiais. Uma outra paciente (divulgação do blog Unido de Roda de Fogo), Sandra Maria Deocrescia da Silva, estaria há anos também sem fazer o mesmo exame. A assessoria do HC informou em resposta que a informação era improcedente, visto que 319 exames de Urocultura haviam sido realizados até o final de Fevereiro deste ano. Os desencontros são claros e esta editoria se questiona: 319 exames de Urocultura em 2 meses atendem a demanda dos pacientes? Se a resposta fosse sim, Luis Pereira nos daria um depoimento contrário.
Seguem abaixo as perguntas respondidas pela Assessoria de Imprensa do HC. No final, estão aquelas que não foram.

DESCAMPADO: Quais os serviços oferecidos pelo Hospital das Clínicas?
FRANCI ALMEIDA: Atendimentos clínicos e cirúrgicos de média e alta complexidade. Ex.
De alta complexidade: Cirurgia Cardíaca, cirurgia Bariátrica (da
obesidade), Cirurgia Vascular (artéria), Transplantes e Oncologia
(quimioterapia).

D: Em média, quantos pacientes são atendidos pelo HC por dia?
FA: São realizados cerca de 15 mil atendimentos/mês nos ambulatórios.

D: Fundado em 2003, O Núcleo de Telesaúde (Nutes) mantém um projeto de
capacitação de profissionais dos programas de saúde da família de
quatro municípios pernambucanos e o sistema HealthNet. Por meio desse
sistema são solicitados diagnósticos a distância (telediagnóstico)
para um ou mais especialistas. Como os pacientes podem utilizar este
serviço?
FA: O Projeto da Rede Nutes tem o objetivo de melhorar a qualidade da
assistência básica ao usuário do SUS e reduzir o número de
encaminhamentos de pacientes do Interior do Estado para a capital. A
Rede está ampliando os serviços de teleeducação (educação a distância)
e teleassistência (consultas ambulatoriais a distância) de quatro para
mais de 100 unidades do Programa de Saúde da Família (PSF) do Interior
do Estado.

D: Em 28 de fevereiro de 2005, foi publicado no site Acha Notícias,
http://www.achanoticias.com.br, que o HC passaria a realizar cirurgias
cardíacas até o final do primeiro semestre do referido ano. Hoje essas
cirurgias estão realmente sendo realizadas?
FA: Sim.

D: Em 26 de fevereiro de 2008, foi publicado no blog Grupo Unido de
Roda de Fogo, pelo senhor Manoel José de Santana, que a Sra. Sandra
Maria Deocrescia da Silva, paciente do HC, estaria precisando de um Dependências do HC: Foto Por Rafaella Correia
exame de urocultura e de sumário de urina, mas há anos que não existe
o material para esse procedimento médico. O hospital tomou
conhecimento dessa informação? Se sim, quais foram as providências
adotadas para a resolução de tal problema?
FA: Essa informação foi improcedente, já que somente este ano (até 25 de
fevereiro) foram realizados no laboratório do Hospital das Clínicas
um total de 52.247 exames de pacientes das enfermarias e do
ambulatório. Destes, 319 urocultura com antibiograma e 1.406 sumários
de urina. A diretoria do HC se colocou à disposição do paciente para
maiores esclarecimentos.

D: Foi publicado no site do Hospital das Clínicas,
http://www.ufpe.br/hc/, no dia 25/04/2008, que seria realizada uma
capacitação em dengue destinada aos profissionais de saúde do
hospital. Os alunos dos cursos de saúde estão envolvidos neste
projeto? Como este treinamento beneficiará os pacientes que chegarem
ao local?
FA: O treinamento foi direcionado a alunos e profissionais de saúde do
Hospital das Clínicas. O benefício aos pacientes é o principal
objetivo pois o HC treinou os participantes que trabalham na
assistência ao paciente.

D: Segundo o site do HC, a incumbência da Ouvidoria existente é
registrar queixas, críticas, elogios e sugestões para, a partir daí,
buscar soluções, contribuindo para a melhoria da qualidade e
eficiência do Hospital das Clínicas. Esta Ouvidoria se dá em parceria
com o Tribuanl de Justiça de Pernambuco (há um link que leva o
internauta ao site do TJPE)?
FA: Sim. Ouvidoria Judiciária de Pernambuco.

D: A função básica do HC é mesmo apoiar o ensino de graduação e
pós-graduação do Centro de Ciências da Saúde (CCS)? Como esse apoio é
concebido?
FA: O HC atua como hospital universitário e de ensino, dando suporte ao
estudante e profissional .

D: Como os alunos de Saúde podem conseguir estágios no HC? Esses
estágios são só para estudante do Campus? Eles têm prioridade em
relação a estudantes de outras Universidades?
FA: Os alunos da UFPE têm prioridade em relação a outras instituições. O
passo inicial para realizar estágio no HC é firmar um convênio com a
Pró-Reitoria Acadêmica.

D: Há projetos de pesquisas realizados em pareceria com a UFPE? Como
são feitos? De onde vêm os recursos?
FA: De 2003 a 2008 foram desenvolvidos 25 projetos de pesquisa no Hospital
das Clínicas, em sua maioria com recursos do Fundo Nacional de Saúde.

D: Há uma Coordenação de Serviço Social no HC. A que ela se propõe?
FA: Sim. Prestar um suporte psico-social às famílias de pacientes do HC,
entre outras atribuições.

D: No total, quantos funcionários o HC emprega?
FA: Cerca de 2 mil.

D: Em que setores (áreas médicas) o HC é referência para o Estado?
FA: Cirurgia da Obesidade, Oncologia, Transplantes, Cirurgia Cardíaca,
Gestação de Alto Risco, Cirurgia Ortopédica (Órteses e Próteses),
Neurocirurgia e Aids.

D: Há algum projeto de reforma ou melhora nos setores sendo estudado
atualmente?
FA: Há dois meses foi inaugurado o novo ambulatório de Quimioterapia. Está
com novas instalações e mobiliários novos, quatro leitos a mais,
totalizando 14, e três consultórios, em vez de um. Também foi criado o
Núcleo de Engenharia Clínica para otimizar o uso de equipamentos
médico-hospitalares. Existe um projeto para a criação da emergência:
será inaugurado, até julho de 2008, 24 leitos de Oncologia. Diversas
melhorias vêm sendo feitas na estrutura física do hospital: pinturas,
adequação de espaço, ganho de novos equipamentos e mobiliários)

À espera…                                        Dependências do HC / Foto: Rafaella Correia

D: O Hospital das Clínicas (HC) foi inaugurado no dia 14 de setembro de
1979 pelo Reitor Paulo Frederico do Rêgo Maciel. Porém sua história
começa na década de 50, no reitorado do Professor Joaquim Amazonas,
quando foi lançada a pedra fundamental. Durante quase 20 anos a obra
do HC permaneceu paralisada, sendo reiniciada no fim da década de 70,
por iniciativa do Reitor Marcionilo Lins. O que aconteceu para que a
construção do hospital demorasse a sair do papel?

D: A primeira grande reforma do hospital, uma obra do arquiteto
veneziano Mário Russo, ocorreu em 1999. Na ocasião, foram reformados a
UTI, a Enfermaria de Nefrologia, o Bloco Cirúrgico e dois andares (10º
e 11º), onde, inicialmente, funcionaria o atendimento privado. Hoje
esses setores encontram-se em condições adequadas para atender os
pacientes?

D: Nos últimos 3 anos, foram reformados diversos serviços, entre eles
a Cirurgia Ambulatorial e o Bloco Obstétrico, e realizada a
modernização de equipamentos e móveis, num investimento total de mais
de R$ 4 milhões. Como é realizado o projeto que dá preferência a
determinados setores? Por exemplo: como é definido que tantos reais
vão para obras do setor de Cirurgia Ambulatorial em detrimento de um
outro setor?

D: No primeiro semestre de 2007, o HC contava com 10 leitos de Unidade
de Tratamento Intensivo (adulto), 20 leitos de Unidade de Tratamento
Intensivo (neonatal), 8 salas de centro Cirúrgico, 4 salas de Centro
Cirúrgico Ambulatorial e 3 de Centro Obstetrício. Esses números são
suficientes para a demanda do hospital?

D: Empresas privadas oferecem parcerias ao HC? Se sim, essas parcerias
priorizam que tipos de atividades?

D: Como os estudantes da UFPE podem utilizar os serviços do HC? Em
caso de emergência, que providências devem ser tomadas?

D: Há convênios com prefeituras de outras cidades do Estado para que
os pacientes, em caso de necessidade, sejam transferidos e atendidos
no HC?

D: As consultas são marcadas diariamente para todas as especialidades médicas?

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