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Instantâneos da realidade

Por Carolina Vasconcelos
vasc.carolina@gmail.com

Rhosana Lisboa, 21 anos, é aluna do 6º período de Biomedicina da UFPE e estava apresentando um seminário durante a aula quando começou a sentir fortes dores no estômago. Ela precisava de um atendimento médico urgente diante dessa situação e o Hospital das Clínicas é a unidade mais próxima, já que fica na própria Universidade. Apesar disso, as pessoas que estavam com ela não sabiam quais os procedimentos a serem tomados. E é este um fato curioso e que chamou bastante atenção do Descampado.
Numa pesquisa realizada com 500 alunos da UFPE, 422 disseram que não sabem como proceder em caso de acidentes ou emergências dentro do Campus. Isto significa uma fatia de 84,4 % dos entrevistados. Diante deste caso, esta editoria ficou intrigada e procurou descobrir o porquê da falta de informação. As respostas surgiram a cada visita aos diferentes centros da Universidade: não há placas que contenham dados com números de telefone ou locais de atendimento à comunidade do Campus (exceto no Centro de Ciências Biológicas). Sequer os departamentos sabem como agir em casos de emergência. Entre informações desencontradas e confusas, Descampado ouviu que a pessoa que necessitasse de emergência deveria ser levada ao Hospital das Clínicas para receber os primeiros socorros e de lá ser encaminhada a uma outra unidade hospitalar. Fomos informados ainda que a segurança da Universidade deveria ser procurada.
Mesmo assim, as pessoas que estavam com Rhosana decidiram ir até o HC, visto que deveria haver uma unidade de urgência no local. Levada para o hospital, ela conta o que aconteceu antes de ser atendida: “A gente chegou na portaria e pediu informação ao pessoal que fica na recepção. Eles perguntaram se eu era estudante de lá (da UFPE), e me indicaram um corredor. Lá, a moça pediu meus documentos de identidade e preencheu meus dados. Eu aguardei um pouco e fui para uma salinha ser atendida pela médica. Fui consultada, medicada e passei um tempinho na sala de repouso para que o remédio fizesse efeito”.
A estudante precisou se identificar como estudante da UFPE, pois para ser atendido no HC, é necessário ter um encaminhamento de um médico e/ou de outra unidade hospitalar para lá. Primeiro o paciente é atendido por um clínico geral e é esse clínico do HC que fará a indicação para a especialidade médica devida. O Hospital das Clínicas não é um hospital próprio para emergência. Ao invés disso, possui suas unidades ambulatórias, enfermarias e UTIs para os pacientes que já são cadastrados, foram encaminhados e/ou estão sendo tratados no o próprio hospital. Apesar do HC não oferecer estrutura de emergência, Rhosana precisava ser atendida e como seu estado não era grave, foi medicada no próprio hospital. Sobre a necessidade de identificação de estudante da UFPE ela afirma:                                                                  Foto Por Rafaella Correia                          “Eu acho que nós, por sermos estudantes da Federal, já somos conveniados com a instituição e não precisaríamos dessa parte burocrática”. Em pesquisas realizadas esta editoria do Descampado foi informada que apenas os universitários residentes na Casa do Estudante possuem uma carteirinha de identificação. Esta carteirinha dá o direito para que esses estudantes sejam atendidos no HC. Como os alunos que moram na  Casa do Estudante configuram uma pequena parcela se comparada ao número total de estudantes da UFPE, isto confirma mais um dos resultados obtidos na mesma pesquisa citada anteriormente. Descampado perguntou a 500 alunos da Universidade se eles já haviam utilizado os serviços do HC. Dessa vez, 447 alunos (89,4%) disseram não. Falta de informação sobre ou confiança no hospital da UFPE: o óbvio é que os alunos não estão inseridos no esquema de saúde do hospital que fica em sua própria Universidade.
Tratando-se da recepção aos pacientes, a estudante de Biomedicina diz não ter do que se queixar do atendimento de médicos, enfermeiros e demais funcionários recebido por ela no hospital: “Fui bem atendida sim. Muito bem, levando em consideração a grande demanda de pacientes que eles possuem e por ser um hospital público”. Ainda sobre o atendimento Rhosana afirmou que, com certeza, se sentiu tranqüila e confiou na competência dos médicos e dos funcionários em geral. Quando questionada sobre o que mudaria ou melhoraria no atendimento do HC, ela diz: “Melhoraria a estrutura: a tornaria mais confortável”.
A estudante não precisou ficar internada e, portanto, não sabe dizer se há leitos suficientes para isso e nem fez refeições no Hospital das Clínicas. Mesmo assim, de forma descontraída, ela diz ter conhecimento sobre a alimentação oferecida aos pacientes: “Posso falar da alimentação do hospital. Lá tem os nutricionistas que sempre ficam fiscalizando a alimentação dos pacientes. E até que a comida não é muito ruim não”.
Rhosana, que é estagiária no laboratório de análises clínicas, já presenciou um outro atendimento de emergência no hospital. Num de seus plantões, uma mulher chegou na unidade de madrugada (Hospital das Clínicas), mas não podia ser atendida porque a “emergência” do hospital só funciona durante o dia. Além disso, também não havia uma equipe médica pronta para atendê-la. “Na verdade, o correto seria ela ter procurado um hospital que tivesse urgência 24 h”, diz Rhosana. A estudante não sabe dizer se a paciente recebeu socorros apenas no hospital ou se foi encaminhada para uma unidade de urgência: “Não fiquei para ver o final da história. Tinha que voltar pro meu serviço: nesse dia o plantão foi cheio”.

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