• Campo aberto

    Cannabis no campus Nossos repórteres percorreram o campus e não tiveram dificuldade em se deparar com o consumo, a olhos vistos, de maconha nos limites da Universidade. Confira a reportagem aqui.
  • Ecos de ’68

    Mesmo com cursos há meses sem representação e com o eterno embate filiados x não-filiados, movimento estudantil (re)acende a veia política de estudantes que nunca se imaginaram em posição de liderança. Aqui.
  • Emergência

    Hospital das Cl�nicas Referência em Cirurgia da Obesidade e Cardíaca, Transplantes e Gestação de Alto Risco, o Hospital das Clínicas da UFPE é vital para os estudantes da área de saúde, mas não atua no atendimento a alunos. Saiba o porquê.
  • “Xerocando”

    Xerox ou fotocópia?Ilegal ou legítimo? Um estudante fotocopia, em média, mil páginas de livros por cada semestre. Entenda como a marca Xerox virou verbo e substantivo na gramática estudantil da UFPE
  • Multimídia

    Acesse aqui os vídeos, fotos e áudios produzidos durante as reportagens
  • 12345

    Saiba com quantas horas de gravação, solas de sapato, chás de cadeira e bloquinhos de anotação se faz uma reportagem. A gente não gosta de matemática, mas contabilizou tudo!
  • Repórteres

    • André Simões
    • Bárbara Siebra
    • camilapimentel
    • Carol Vasconcelos
    • Cecília Santana
    • clarissagomes
    • descampado
    • Glaucylayde
    • Gustavo Maia
    • Guilherme Carréra
    • ineshebrard
    • katianectorres
    • larajornal
    • lucianamartins23
    • luisafsantos
    • mariedelbes
    • Mirella Izídio
    • Mirella Pontes
    • Rafaella Correia
    • Rafael Sotero
    • sofiacostarego
  • Falem mal, mas falem de nós

  • Passaram por aqui

    • 80,947 hits

Casa do estudante também é alvo

Moradores também sofrem com violência no Campus

por Gustavo Maia
fotos por Clarissa Gomes e Gustavo Maia

Dentro do enorme complexo acadêmico da Universidade Federal de Pernambuco, não existem apenas salas de aula, bibliotecas e outros locais de estudo. Os estudantes que não possuem condições financeiras de se manter no Recife ou de viajar todos os dias das suas cidades para assistir as aulas têm o direito, a depender da disponibilidade de vagas, de morar em residências universitárias. A Casa Masculina encontra-se dentro do campus enquanto a feminina fica atrás da Reitoria. Os ocupantes das 276 vagas das casas não podem reclamar da falta de um teto. Também não podem reclamar da falta de estrutura adequada ao estudo, já que dispõem de salas de estudo, bibliotecas e internet rápida. E da segurança, eles podem reclamar?

A Casa da Estudante Feminina da UFPE contava com dois seguranças por turno e mais dois policiais militares que, devido a um convênio com a Universidade, monitoravam a entrada da casa até as 23h. Este acordo foi desfeito recentemente, estando, hoje, a segurança do local delegada a apenas dois homens – seguranças patrimoniais desarmados. Por se localizar na área externa do Campus, próximo ao bairro do Engenho do Meio, são necessários inúmeros cuidados com a segurança. No translado entre as salas de aula e a casa da Estudante, muitas moradoras já foram abordadas e assaltadas. Em casos extremos já houve até tentativa de estupro. Elas se sentem bastante vulneráveis. A Casa Masculina, apesar de ser dentro do campus também não apresenta condições muito animadoras nesse quesito. No início do mês de maio, houve um assalto que resultou no roubo do telefone que ficava na sala de entrada e de pertences de alguns moradores. O caminho que dá acesso à casa é mal iluminado e, conseqüentemente, bastante propício às ações de ladrões. O segurança que deveria estar na portaria regularmente vistoriando a entrada do prédio é figura rara na guarita que, atualmente, tem sua janela de vidro coberta por um pano azul. Como um pano não protege ninguém, eles também se sentem vulneráveis.

“Medidas estão sendo tomadas para garantir mais segurança a vocês. A casa terá câmeras, mais guardas disponíveis e uma portaria com catracas e cartões magnéticos, por onde só residentes poderão passar.” Após mais de um ano de prometidas pelo reitor Amaro Lins, as câmeras, ainda não chegaram. Segundo os alunos, os crachás foram feitos, mas as catracas não funcionam. Sobre essa questão, há um conflito de entendimento entre as duas partes. “Na casa do estudante foi solicitado um crachá. O crachá foi feito para os alunos. Se você for lá, eles não utilizam. Serve justamente para identificar. Se eu estou dentro daquela comunidade e vejo que alguém está sem crachá, eu vou abordar. Mas não dá para abordar todo mundo, se for fazer isso, a segurança vai parar”, disse o coordenador de Segurança e Defesa Patrimonial da UFPE, Armando Nascimento. Se um não entende o outro, como poderão ser superados os problemas de segurança na instituição? “Sempre que temos reunião com o reitor, reivindicamos mais atenção à casa feminina e ele sempre responde que no momento aquilo é o que ele pode prover”, disse uma das moradoras da Casa da Estudante Feminina.

Os próprios integrantes da Diretoria da Casa Masculina, insatisfeitos com a demora na resolução dos problemas, criaram um plano de segurança que será apresentado à Coordenação com o objetivo de agregar sugestões a um projeto já existente. Essa urgência se deve a histórias como a do estudante de Serviço Social, Jétson, que foi assaltado numa parada de ônibus dentro do campus às 18h, quando voltava para a Casa; ou a história dos assaltos a três moradores, que aconteceram em dias diferentes da mesma semana, no final de 2007. Quando você se sente mais seguro na rua (leia-se: o resto do campus) do que em casa (ou muito próximo a ela) é sinal de algo não vai bem.

Para saber mais sobre a CEU masculina
Reportagem sobre a CEU feminina

Voltar à matéria principal

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: