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Faça-se luz

Falta de iluminação favorece delitos
Por Clarissa Gomes
fotos cedidas pelo Núcleo de Segurança e Defesa Patrimonial da UFPE

Um ponto crucial que precisa ser revisto em prol da melhoria das condições de segurança no campus universitário é a questão da iluminação. De acordo com Armando Nascimento, chefe do Centro de Segurança da Cidade Universitária, a segurança depende diretamente de uma boa iluminação, que poderia resolver até 60% do problema da violência no local.

O fator iluminação é citado pelos alunos como aquele que mais contribui para o sentimento de insegurança e desconforto, principalmente entre os que estudam no turno da noite e tem que se descolar do carro ou da parada de ônibus até os seus centros. A área de saúde (centros de medicina, enfermagem, fonoaudiologia, etc.) e o estacionamento por trás do CTG são tidos como locais críticos. Outro ponto que facilita a ocorrência de assaltos é a presença de árvores nesses lugares, muitas vezes com copas muito altas que não podem ser podadas por estarem próximas a redes de alta tensão. Algumas vezes as árvores chegam até mesmo a ocultar os pontos de iluminação.

As principais dificuldades são de ordem estrutural, já que o projeto de distribuição de luz no campus já tem bastante tempo e, de lá para cá, novas necessidades surgiram, o número de delitos aumentou e, se o nível de pontos de energia era suficiente na época, hoje já não o é.

O próprio chefe da segurança relata casos em que a iluminação foi determinante para a ocorrência da abordagem de ladrões. “Teve um assalto este ano com uma aluna de pedagogia que saiu do CE e foi andando por trás do CFCH, onde estavam fazendo uma reforma e o local estava mal iluminado. O menino que a assaltou tinha 14 anos. Ele entrou pela grade e assaltou a garota sem arma nenhuma. O menino estava escondido por ali. Quando ela passa, ele já dá aquele susto. Ela deu o celular, pulou o muro, pegou a bicicleta e foi embora”, revela. Após investigação na região, os seguranças conseguiram pegar o suspeito, mas não esperavam por seu argumento. “Ah, vocês vão construir e deixam um lugar daqueles pra gente ficar escondido sem iluminação…”.

O engenheiro Luiz Gustavo, do Departamento de Recuperação e Manutenção da Cidade Universitária, afirma que eles sofrem como a prefeitura de qualquer outra cidade. A tarefa de reparar os pontos, de acordo com ele, é feita contínua e rotineiramente. Eles contam com equipes que têm como missão monitorar, dar suporte e vistoriar os mais de dois mil pontos de iluminação presentes na universidade. Mas esse processo enfrenta alguns entraves, sendo o principal a questão do material. “Com uma média de gasto de 500 lâmpadas a cada seis meses, é complicado manter todos os pontos funcionando efetivamente. Apesar de os trabalhos de vistoria e manutenção serem constantes, quando estamos cuidando do ponto número mil, o primeiro já está começando a apresentar problemas”, explica. Como não é possível para o departamento fazer compra direta do material, pode acontecer de eles ficarem sem estoque. “Mas quando há material, há manutenção”, diz Luiz.

Além de as lâmpadas estarem sujeitas a se queimarem e se estragarem com facilidade, o sistema de iluminação sofre também com o vandalismo. A incidência de roubos de cabos é grande, assim como a quebra de luminárias provocada por pessoas que pretendem se beneficiar com a falta de luz para cometer seus delitos. Luiz Gustavo diz que os pontos que estão apagados não estão lá porque foram esquecidos, mas sim porque foram danificados e ainda não tiveram condições de ser substituídos.

Segundo ele, é preciso que a Central de Segurança da Cidade Universitária, o Departamento de Recuperação e Manutenção e o Departamento de Planos e Projetos façam um estudo conjunto acerca da necessidade de expansão dos pontos e melhoria da distribuição dos mesmos, nos locais onde a situação é mais crítica e onde a incidência de crimes é maior. Talvez com esse entendimento mútuo, o problema da iluminação pudesse ser minimizado e, por conseguinte, o da insegurança.

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