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Casos para não esquecer

por Débora Duque, Mykaela Plotkin e Sofia Costa Rêgo
fotos por Gustavo Maia e Sofia Costa Rêgo

Um desses que já foi assaltado e tem vários casos pra contar é Willey Melo, 24, estudante de fisioterapia. Em outubro de 2004, por volta das 17h, levaram o celular dele e a carteira, mas deixaram-no tirar os documentos. Um dos ladrões estava com um estilete na mão e o outro disse que estava armado, mas não mostrou a arma. “Eu sai da aula e atravessei do Centro de Ciências Biológicas para o Centro de Ciências da Saúde (CCS), onde parei pra comer na barraquinha de Seu Emanuel. Chegaram dois caras, cada um em uma bicicleta, aí assaltaram também Seu Emanuel e levaram o celular de uma menina. Na minha sala, uma menina já foi assaltada do mesmo jeito. Também levaram o celular de um amigo meu no Centro de Saúde, no hall do Departamento de Biofísica, há uns dois anos. Também teve o caso de uma amiga de uma colega minha, que sofreu tentativa de estupro, perto da Área 2, no começo de 2005. O cara agarrou ela, tentou estuprá-la mas não conseguiu porque apareceu um segurança pra acudir ela. Ela foi agredida, mas não chegou a haver o ato sexual”, conta. Segundo a Coordenação de Segurança e Defesa Patrimonial da UFPE, nunca houve casos de estupro dentro do campus.

Para Willey, as rondas feitas pelos seguranças da Universidade dão uma certa sensação de tranqüilidade. “Depois que elas foram colocadas, eu acho que melhorou, além daquela guarita colocada perto da entrada de veículos. Outro ponto positivo é que a universidade vem fazendo a implantação daquele gradeado em todo o campus. Quando entrei na UFPE, há cinco anos, não tinha isso, pelo menos naquela parte do CCS. Só tinha em algumas partes, em outras foi colocado de um dois anos pra cá”, elogia. Como ponto negativo, ele destaca a iluminação, que é bastante precária na área de saúde, sobretudo dentro dos prédios, no hall, no jardim, ficando muitas vezes restrita à rua principal, onde trafegam os veículos.

Emeline de Souza, 21, estudante de fisioterapia, reclama do isolamento do seu Departamento. “O nosso departamento ,o de terapia ocupacional e o de educação física ficam distantes de medicina e outros cursos, é bem isolado, aí fica bem mais esquisito. Eu soube que tentaram puxar uma menina pra dentro do carro, mas ela conseguiu correr”, diz,

Casos de assalto, roubo de carro e até seqüestro já chegaram ao conhecimento do estudante de medicina Rubens Cavalcanti. “Faz uns dois anos que houve esse seqüestro, por volta de meio dia. Seguiram o carro da menina e pediram pra ela sacar dinheiro. Só depois soltaram ela. Eu mesmo prefiro andar mais e pegar ônibus na parada do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) do que pegar ali na área de saúde, que é bem mais esquisito”.

Mas nem mesmo as paradas do CFCH parecem ser tão seguras assim. O estudante de engenharia eletrônica Thébio Sampaio, 22, foi assaltado naquela parada de ônibus junto com seu amigo Hugo Gaia, 22, e mais quatro pessoas que estavam lá por volta das 18h30. “Dois caras em uma bicicleta apontaram um revólver e pediram pra passar as coisas. Usaram a minha bolsa pra colocar a carteira e o celular de nós seis. Fiz um boletim de ocorrência pelo telefone mesmo, pelo 190”.

Gabriela, estudante de publicidade, também teve seu celular levado em novembro de 2006, na frente do CAC. “Eu saí falando no celular, aí passou um cara de bicicleta e puxou da minha mão. Era mais ou menos 12h, 13h. Eu não tinha ninguém pra quem gritar, o cara emburacou de repente”.

Julia Ribeiro, 20, estudante de história, fazia francês no CAC e as aulas acabavam às 21h. Num dia em que o professor largou mais cedo, ela e o namorado voltaram andando para a casa dele, próxima ao campus. “Quando passamos pela frente do Bar do Bigode, chegou um cara gritando ‘perdeu perdeu’. Estavam dois caras na bicicleta. Eles eram novinhos. Um deles tirou a arma, mas eu não vi porque fiquei nervosa”. Eles tiveram celulares e carteiras roubados. “Depois do roubo, mandaram a gente voltar na direção contrária. Fui pra delegacia fazer o B.O. A mais perto que estava de plantão era a do Bongi”.

Mas este não foi o único caso vivido por Júlia. A estudante já foi vítima de perseguição no Lago do Cavoco, em época de férias, mais uma vez, quando saía do francês, que seguia outro calendário. “Eu estava só e vi que tinham duas mulheres anda

ndo juntas e um cara atrás. Eu comecei a andar junto delas, mas elas foram por outro caminho. Quando fiquei só, vi que o cara começou a andar mais rápido e aí comecei a andar mais rápido também. Eu saí correndo e ele saiu correndo atrás de mim. E comecei a gritar no laguinho. O pessoal que tava no laguinho começou a olhar. Quando o cara viu que tava vindo gente ver o que era, começou a correr pro outro lado. Ainda tentaram sair correndo atrás dele, mas não pegaram não.”

“Cala a boca e encosta aí” foi o que ouviu o estudante de Engenharia Mecânica, Edgar Sobreira, quando saía da aula em direção ao terminal de ônibus, por trás do CTG. Ele estava acompanhado por mais dois amigos, no momento em que dois homens se aproximaram numa bicicleta. “Estava muito escuro, eles surgiram do nada. Um ficou apontando a arma e o outro pegando nossas coisas. Levaram as carteiras, celulares, bolsa com os trabalhos e cadernos. Quando acabou, mandaram a gente andar pra outra direção, indo pro CAC. Quando olhei pra trás eles estavam assaltando o grupo de quatro meninas que vinha atrás”. Ao chegar perto do CAC, Edgar avisou a um dos seguranças da Federal. “Eles perguntaram como foi, onde tinha sido, mas quando a gente disse que tinha sido do lado de fora da grade, mesmo sendo na mesma calçada, eles disseram que não tinha como fazer nada”. De acordo com o chefe de Segurança, a parada de ônibus do CTG, assim como a do Hospital das Clínicas são os locais de mais ocorrências. “A incidência também tem crescido no ponto de ônibus do CFCH, só que não são áreas nossas, mas da segurança publica”, diz Nascimento.

Veja a seguir uma tabela com dados das ocorrências dentro do Campus de 2003 a 2008:
(Tabela cedida pela Coordenação de Segurança e Defesa Patrimonial da UFPE)

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