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Santo de casa

por Sofia Costa RÊgo
fotos de Sofia Costa Rêgo

No início deste ano, a coordenação do Departamento de Fonoaudiologia foi assaltada de madrugada. O secretário Adriano Edney, 25, foi o primeiro a abrir a sala no dia seguinte e notar que as coisas estavam reviradas. “Eu vi que a sala de informática estava com a porta arrombada e tinham levado a filmadora, a máquina fotográfica, o notebook e um MP3. Depois eu vi que o ar condicionado estava caído no chão e eles tinham entrado pelo buraco do ar”, conta. Depois disso, algumas medidas foram tomadas. Reforçaram a iluminação e trocaram as grades que ficam atrás do ar condicionado por barras de proteção para que não possam empurrá-lo.

O próprio Adriano já foi assaltado logo quando começou a trabalhar na UFPE, em 2005. “Assim que entrei aqui roubaram minha bicicleta. Eu deixava do lado de fora, aí quebraram o cadeado e levaram. Como de dia é muito movimentado, nem notaram. Já levaram também a bicicleta do pessoal que faz jardinagem e capinação. Muita gente é assaltada na parte de fora, perto da catraca, depois das 17h, quando acaba o expediente”, diz ele, que agora entra com a bicicleta e guarda no banheiro.

A professora de fono, Bianca Queiroga, também já chegou a ser assaltada dentro da coordenação, há um ano, em pleno horário de almoço. “Eu entrei na recepção do curso falando no celular, tava distraída, aí o elemento entrou, me deu uma gravata e puxou meu celular. Eu ainda achei que ele ia querer levar o carro, aí joguei a chave no chão. A sorte é que eu estava sem bolsa e carteira porque eu só tinha ido ao carro pegar um documento. Tinha gente sentada aqui na frente, gente passando. Eu comuniquei à reitoria, fiz o boletim de ocorrência e 15 minutos depois a polícia veio, mas eles já deviam estar longe”.

Lá, assim como em toda a área de saúde, há um fluxo intenso de pessoas de fora que vão para receber atendimento. “Aqui atrás tem a clínica de odontologia, do lado tem farmácia, aqui no prédio tem a clínica de fonoaudiologia, na frente é a clínica de dermatologia, mais adiante é o hospital das clínicas. Então o movimento de pacientes é grande aqui. Não dá nem pra abordar e perguntar onde está indo porque é paciente. Você nunca sabe quando é paciente e quando é alguém que está só observando”, diz a professora.

Ela costuma trancar a porta quando está dando aula para não ser surpreendida com entrada de pessoas estranhas ou, até mesmo, de assaltantes. ”Chega gente no meio da aula pedindo dinheiro, pedindo informação, perguntam onde é o hospital, vêem oferecer coisa pra vender. Às vezes os alunos reclamam porque querem sair, querem ir ao banheiro. Nem a porta do banheiro a gente pode deixar aberta porque senão o povo da rua vem usar. A gente pendura a chave na coordenação e o aluno já sabe onde pegar, mas se alguém se esquece de trancar, a porta fica escancarada aí”.

Para Bianca, o sistema de rondas não é suficiente para o Departamento de Fono. “Depois desses episódios todos, a gente vê mais ronda, mas não tem um segurança fixo, o que facilita pra quem já vem observando. Teria que ter uma vigilância mais direta. A gente não tem segurança nenhuma aqui por conta da proximidade com a avenida externa ao campus. E o prédio é totalmente aberto, é bem pra rua. Nos banquinhos da frente, sempre tem gente sentada esperando o atendimento. Então é muita gente que observa o movimento, vê quem tá sozinho, que hora chega e sai. Quem trabalha aqui já é ligado, já sai olhando pra todo lado”.

A estudante de fono Gabriela Pacheco, 20, diz que a situação melhorou um pouco depois que colocaram as catracas. “Nosso medo diminuiu um pouco com as giratórias porque aí não dá pra passar bicicleta, que era uma das coisas de que a gente tinha mais medo. Depois das 17h fica um breu lá, até os pacientes do hospital já têm ido embora. A parada de ônibus também fica muito esquisita. De noite é uma escuridão só. E como é muito aberto, qualquer pessoa tem acesso à coordenação. A gente fica muito exposto porque o departamento já fica em cima da grade de saída. Na semana em que a gente reclama até aparece o carro da polícia, moto, mas depois some. Ainda por cima dizem que a gente só pode chamar a ROCAM nos dias ímpares!”, revela.

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