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Segurança desarmada

texto por Mykaela Plotkin
foto por Sofia Costa Rêgo

O uso de armas dentro do campus universitário é proibido desde 2003 pela lei n. 10.826, que dispõe sobre registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição, sobre o Sistema Nacional de Armas – Sinarm, define crimes e dá outras providências. Na UFPE, o desarmamento só ocorreu de fato em 2005. Foram dois anos na ilegalidade até que neste mesmo ano foi estabelecido um acordo entre UFPE e ROCAM parar garantir a ronda armada no local.

O recente rompimento do contrato em março de 2008 trouxe à tona a discussão a respeito do uso de armas pelos guardas da universidade. O Coordenador de Segurança, Armando Nascimento, se vê impossibilitado de exercer seu trabalho, pois para ele a ferramenta principal de um segurança é a arma. As abordagens diminuíram sob a alegação de que não se pode garantir segurança sem estar seguro. “Como é que eu vou abordar alguém armado se eu estou desarmado? Vou morrer”, diz.

Em caráter emergencial, foi contratada uma vigilância armada para ficar na parte externa dos prédios, tentando ocupar o espaço deixado pela polícia. A intenção é terceirizar o serviço por seis meses. “Estamos fazendo agora um contrato também com uma segurança armada para as casas do estudante feminina e masculina e para o centro integrado de saúde, na antiga SUDENE. Estamos fechando todo um cerco”, garante Nascimento.

A voz da pesquisadora de Segurança e Justiça da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), Ronidalva Melo, segue a linha inversa. Defensora de armas não letais, ela reconhece a dificuldade de enfrentar a criminalidade sem o uso de nenhuma arma, mas acredita ser o controle, e não as armas de fogo, a principal ferramenta de um profissional da área. “O importante é ter controle do território, uma segurança dispersa que cubra os pontos vulneráveis, acabando com os locais escuros e dando maior visibilidade à estratégia montada”, defende. A pesquisadora aponta ainda para o tipo de treinamento fornecido por qualquer instituição antes de legitimar o porte. “Quantos tiros um guarda dá até poder carregar uma arma à mão?”, questiona.

Falta pouco para 60 seguranças do campus receberem o porte de armas. Eles recorreram à Polícia Federal e todos aqueles que se submeteram a um curso, passaram no exame psicotécnico e foram considerados aptos devem conseguir a licença. As solicitações estão tramitando no Serviço Nacional de Armas (Sinarm), responsável pela concessão.

As armas de fogo foram retiradas da UFPE em maio de 2005, em virtude de parecer da Procuradoria Federal, com assento nesta instituição. E em atendimento à lei 10.806.

LEI No 10.826, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2003 – Dispõe sobre registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição, sobre o Sistema Nacional de Armas – Sinarm, define crimes e dá outras providências.

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