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CEU feminina

UM CEU MAIS ORGANIZADO
Por Luciana Martins
(lu_martinssilva@hotmail.com)

Ao contrário dos meninos, as jovens da CEU feminina demonstram viver em maior organização e aparentam ter um melhor entendimento, principalmente nos quesitos sexualidade e drogas. A Casa da Estudante foi construída na Cidade Universitária no ano de 1997, sendo antes situada na Avenida Portugal, no bairro do Derby, e destinada apenas às alunas de Medicina. Hoje, a casa se encontra fora do Campus devido, segundo as assistentes sociais do DAE (Departamento de Assuntos Acadêmicos) Walewska e Laura, a pedidos da própria diretoria estudantil, a qual não aceitou, na época, que a casa fosse construída em frente à CEU masculina.

A casa feminina tem capacidade para oitenta alunas, as quais são divididas em cinco por cada um dos dezesseis quartos. Patrícia Crispim, 21 anos, natural de são José do Egito, está a um ano na CEU e conta que antes de morar lá tinha uma visão negativa da casa e das residentes e por isso preferia morar com seus tios. Ao tomar a iniciativa de fazer uma visita a casa, Patrícia gostou muito das instalações e das pessoas, desfazendo, assim, a impressão que tinha. Agora no quinto período do curso de Engenharia Química, a jovem confessa que gosta muito de morar na CEU e que, apesar de ter que dividir o quarto com mais quatro meninas, consegue ter conforto e independência, coisa que não tinha quando morava com parentes.

 Apesar da boa estrutura da casa, a falta de segurança tem preocupado a todas. Situada próxima à comunidade carente de Roda de Fogo, tendo à frente uma área abandonada, a casa encontra-se sem vigilância. A prova dessa falta de segurança pode ser constatada, uma vez que no NAE (Núcleo de Apoio a Eventos), o qual fica ao lado da casa, já ocorreu o assassinato de um homem. A própria Patrícia conta que já foi vítima da violência, “fui assaltada numa véspera de feriado, às nove horas da noite, em frente a casa”, fala a estudante. A mesma conta também que havia uma dupla de policiais militares que faziam a vigilância da casa e do NAE durante a semana, mas os mesmos não aparecem há  mais de um mês. Patrícia não acredita na versão contada pelas assistentes sociais de que foram as próprias meninas que não quiseram a construção da casa dentro do Campus, e diz que apesar das instalações serem confortáveis, não concorda com o local, pois todos os dias as residentes estão correndo riscos de assalto, por isso a atual diretoria da casa luta pela ampliação da CEU, prometida ser feita com a verba do REUNI, e pela mudança de localização.

As estudantes do turno da noite procuram sempre andar em grupo e fazem o possível para não perderem o ônibus circular da Universidade, pois fica bastante perigoso andar pelas redondezas depois das 17h. Patrícia faz parte da diretoria da casa, a qual trabalha, dentre outras coisas, para manter algumas regras internas como apagar a luz às 23hs, fazer as meninas se revezarem na faxina que é feita uma vez por semana e fazer ser mantida a limpeza dos quartos. A diretoria, teoricamente, deveria ser dividida, mas a gestão atual preferiu fazer diferente e dividiu os membros apenas em coordenações de segurança, política, finanças, estrutura, alojamento, cultura, esportes e uma secretária. Além das coordenações a casa apresenta várias comissões que são as de cozinha, lavanderia, jardins, banheiro, gás e armários.

O processo seletivo para entrar na casa é idêntico a da CEU masculina e, assim como lá, algumas alunas ao entrarem não conseguem se estabelecerem em um quarto e dormem e um quarto de hóspedes, destinando a abrigar familiares (mulheres) e mobilidade estudantil. Essa ocupação do quarto de hóspede já se tornou cotidiana, uma vez que as meninas concordaram e pediram ao DAE que deixassem as estudantes novatas se estabelecerem lá por falta de vaga no quarto das residentes. Uma outra coisa que Patrícia não concorda é com a bolsa de trabalho recebida por elas, pois a estudante entende que essa bolsa deveria ser de manutenção e não de trabalho.

 Quando perguntada sobre a questão do preconceito sexual dentro da casa, Patrícia diz que é tranqüilo, diz não haver preconceito, até porque ela não sabe de nenhuma menina que tenha se declarado homossexual na casa. Sobre as drogas, assim como na casa masculina ela se faz presente, mas a estudante fala que não tem havido confusões nem reclamações quanto a esse assunto, “drogas e bebidas acabam entrando, mas nunca teve problemas com isso”, conta a residente. Diferentemente da CEU masculina, as meninas tentam resolver seus problemas entre si, e procuram o DAE o mínimo possível, “procuramos resolver nossos problemas na nossa diretora para não ter que buscar sempre ajuda do DAE”, fala Patrícia.

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