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Rosa ou azul?

Como bem sintetiza o estudante e morador da casa Jadilson, “a orientação sexual é a espinha dorsal dos relacionamentos aqui dentro”. Parece brincadeira dizer que isso ocorre em uma casa de estudantes universitários, mas a rotulação e a segregação sexual são o caráter modelador da moradia. A peleja é tão intensa que se configurou em uma disputa política. Pela primeira vez desde 1975, quando foi inaugurada a casa, a CEU é dirigida por uma diretoria na qual mais de 50% se assumem de orientação homossexual.

Jadilson fala que quando entrou na casa há 4 anos o preconceito era ainda mais exacerbado. “Cheguei a receber ameaças de morte, escutei coisas do tipo ‘veado a gente vai matar”, declara.

Em alguns momentos essa discriminação aparece de forma ainda mais agressiva, demonstrada publicamente: são os momentos das assembléias. As assembléias são instrumentos de discussão para promover a resolução de problemas internos da casa por meio de acordos e votações. Os residentes contam que em geral o número de xepeiros por sessão não ultrapassa 30. Porém, quando a pauta do dia é homossexualismo, esse modesto número salta para mais de 120 pessoas. O mesmo Jadilson relata uma assembléia altamente polêmica no ano de 2004: “Durante o Carnaval eu e um amigo, que morava aqui também, fizemos uma fantasia que era uma saia de tule, e depois do Carnaval a roupa provocou uma grande discussão na casa, era o motivo que eles queriam para declarar sua homofobia. Todos se juntaram para nos ‘disciplinar’, criar uma espécie de conduta, tudo isso de forma bastante pejorativa”.

Luís conta que durante uma outra assembléia, residentes já se levantaram batendo no peito e gritando: “Eu sou homofóbico! Sou homofóbico mesmo!”. Indagado sobre sua maneira de encarar tudo isso ele responde: “Não tenho preconceito em ralação a homossexuais, só tenho aversão. Eu os respeito mas não quero perto de mim”, alega.

O Departamento de Assuntos Estudantis confessa que a Casa do Estudante Universitário Masculina é uma panela de pressão. Laura fala que é muito difícil administrar quase 200 homens que materializam essa discussão. “Nós ficamos contra a parede tentando conciliar os lados mas, de fato, a situação é delicada”, revela.

O último episódio do tipo na casa foi devido a um aparelho de telefone cor-de-rosa: havia um telefone coletivo na portaria que foi furtado por dois homens que entraram na casa. O lugar ficou sem o aparelho e um dos moradores cedeu o que ele tinha, o cor-de-rosa. Alguns colegas da casa encararam aquela situação como uma afronta, uma falta de respeito, enfim, “passava de todos os limites”. Reuniram-se e, organizadamente, protestaram ao DAE para que aquele telefone fosse imediatamente removido. As assistentes ainda tentaram convencê-los de que naquele momento o importante era ter um telefone, não importando a cor. Alguns dias depois, o aparelho cor-de-rosa teve seu fio cortado durante a noite por algum xepeiro inconformado com a situação. (MI)

*Luís é um nome fictício que a reportagem dessa matéria utilizou para proteger a identidade de sua fonte.

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