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Cefichtown

Texto e fotos por Glaucylayde dos Santos
kikacroft@hotmail.com

De falta de opção os alunos da UFPE não podem reclamar. Comidinha caseira ou fast food, espetinho de gato ou sanduíche natural, culinária regional ou pratos típicos da terra do sol nascente, de tudo se encontra nos arredores do campus. São mais de 30 bares e restaurantes apenas nas ruas que circulam o lugar – sem contar com os das ruas transversais e paralelas – além do ‘pólo gastronômico’ – apelido carinhoso dado pelos alunos ao conjunto de barracas e fiteiros instalados no ponto de ônibus que fica por trás do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH, leia-se “cefiche”).

  A diversidade de ofertas e o diferencial nos preços agradam, mas as reclamações são muitas, tanto da parte dos usuários quanto dos comerciantes que ocupam o espaço. A principal preocupação é em relação à higiene do local. Os comerciantes lidam com alimentos e com dinheiro, ao mesmo tempo, e não têm acesso a água ou serviço de esgoto. O pior é que não sabem a quem reclamar ou quem procurar para pensar uma solução. Isso porque a prefeitura do Recife e a da Cidade Universitária fazem um jogo de ‘empurra’ sobre qual órgão seria responsável pela área. A falta dessa informação causa uma inquietação que fomenta o surgimento de boatos que assustam os comerciantes do  local.
Cozinha chinesa nos arredores do
campus

 Recentemente, circulava a notícia de que a área seria desocupada para a ampliação do estacionamento do Centro de Educação (CE).Procuramos o diretor do Diretório de Gestão de Bens e Serviços (DGBS), Ricardo Farias, para falar sobre este assunto. Ele nos garantiu que a área é de responsabilidade da Prefeitura da Cidade do Recife e que, portanto, a informação não procede. “[…] não temos nada a ver [com a área], não podemos impedir que essas pessoas abram suas barracas lá”, sentenciou.

Para os alunos que precisam passar muitas horas por dia na faculdade, a alimentação é um problema. A maioria preferiria uma alimentação saudável e balanceada, mas o custo que esses hábitos acarretam acaba por torná-los impraticáveis. É ao pólo (foto) que eles recorrem quando a grana fica curta. Por isso a idéia de acabar com o comércio informal do pólo é rejeitada incontinenti. Agrada mais a possibilidade de ser feita uma padronização do espaço. Nesse sentido foi desenvolvido um projeto, proposto pela professora do departamento de arquitetura Circe Monteiro, mestre em Planejamento Urbano pela UFRJ e doutora em Sociologia pela Universidade de Oxford.                                                                                 Comércio informal atrás do CFCH

De acordo com a professora, o projeto compreendia uma pesquisa sobre a lógica de funcionamento do local para o posterior desenvolvimento de um ambiente apropriado às atividades desenvolvidas lá. Para este fim foi feito um senso do número de comerciantes e da média de estudantes que transitam pela área diariamente.

O senhor Adalberto Bezerra é um dos mais antigos comerciantes do local. Ele nos contou que em 1992, quando comprou o ponto de um cunhado, só havia cinco ou seis barraquinhas no local. Foi entre 2003 e 2004 que o número se multiplicou. Como não são cadastrados, naturalmente eles não pagam nenhum tipo de tarifa. Disse que a fiscalização aparece, de vez em quando, mas que “não fazem muita coisa”.

Dona Genilda, que trabalha no local há três anos, afirma que a vigilância sanitária só passou por lá três vezes, “mas não multaram ninguém”. Para interferir seria necessário que alguém tomasse para si a responsabilidade pelo local e com o projeto de padronização que vem se articulando isso significaria    Aluno faz sua refeição em ‘Bellôto’                             despesas.

O projeto produzido pelos alunos da professora Circe vem sendo discutido pelos alunos dos cursos de Filosofia e História, que convocaram os comerciantes para participar das reuniões. Na primeira delas, que aconteceu no dia 02 de maio deste ano, a discussão girou em torno, principalmente, da segurança. Sobre esse assunto o sr. Adalberto afirma que não ocorrem muitos assaltos por ali. Isso porque a maioria dos comerciantes são moradores do bairro, conhecidos nas redondezas. Ainda assim relembrou, de forma saudosista, “os tempos em que se podia andar sozinho por aquelas ruas à noite, sem medo de ser assaltado”.

 

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