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Todas as cantinas da federal

Por Rafaella Correia
raafinha@gmail.com

Enquanto o Restaurante Universitário não abre suas portas, as opções de alimentação oficializadas pela Universidade continuam sendo as cantinas espalhadas pelo campus. A grande maioria dos centros possui ao menos uma, que, normalmente, oferece de lanches rápidos a refeições completas, com a variedade que lhe é possível. Há as casas de lanches tradicionais, como sanduíches e frituras, e algumas opções mais diferenciadas, como a creperia
localizada no Centro de Tecnologia e Geociências.         Self-services incluem saladas / Foto: Rafaella Correia

A maior demanda dessas cantinas, no entanto, é sem dúvida a de refeições de almoço e jantar, horários nos quais estas ficam lotadas de estudantes, professores e funcionários da Universidade. Geraldo Travassos, estudante do 3º período de Engenharia Eletrônica, como muitos outros alunos, precisa almoçar no campus pelo menos uma vez por semana. Para esses dias, Geraldo opta pelos almoços “de verdade”, que encontra nos self-services dessas cantinas. “Eu tento comer mais ou menos o que como em casa”, diz ele, que além de considerar que os preços cobrados não condizem com a realidade de boa parte dos estudantes do campus, reclama da falta de variedade nos alimentos oferecidos.

Na verdade, a tendência é que, com a inauguração do Restaurante Universitário, do qual se espera oferecer preços condizentes com a realidade do campus, esse tipo de serviço tende a desaparecer das cantinas. A partir de então, essas terão de ser reformuladas para driblar a ameaça da falência, voltando seus serviços, possivelmente, para outra modalidade de alimentação. Se o Restaurante de fato agradar ao público do campus, a preferência será óbvia, devido ao contraste exorbitante nos preços.

Os altos preços nos cardápios dessas cantinas tentam ser evitados ao máximo pela Prefeitura da Cidade Universitária, responsável pelos contratos de terceirização dessas cantinas. Segundo Rogério Farias, diretor do Aluno se serve no Chef Platão / Foto: Rafaella Correia      Diretório de Gestão
de Bens e Serviços, o DGBS, o valor cobrado pelo aluguel dos espaços das cantinas é baseado numa estimativa dos gastos que o estabelecimento irá trazer para a Universidade. O lucro é praticamente ausente, exatamente para que as cantinas não compensem os gastos nos preços dos alimentos.

Nesse sentido, as lojas não credenciadas da “Calçada da Alimentação” funcionam atualmente como concorrência saudável, porém desleal. Isso porque impedem as cantinas de aumentarem os preços, mas, por não terem custos consideráveis com instalação, concorrem com preços fora de seu alcance enquanto estabelecimentos credenciados.

Além do que, o acordo feito com a Universidade é o que Rogério Farias chama de “Contrato Draconiano”: os benefícios são quase que exclusivamente da Universidade. As cantinas são obrigadas a funcionar independente da demanda, o que inclui os possíveis períodos de greves e as férias acadêmicas, e pagar a taxa cobrada mesmo nesses períodos. O prejuízo é inevitavelmente compensado no preço dos alimentos, e o público dá cada vez mais preferência ao comércio não-credenciado devido ao menor custo.

Com apenas três meses de inadimplência, a Prefeitura pode fechar o estabelecimento e imediatamente ocupá-lo com outra empresa. A escolha dessas empresas é feita através de um processo de licitação semelhante a um concurso público. Nele, contam aspectos primários como a higiene, analisada com o auxílio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a ANVISA.

A fiscalização dos estabelecimentos já instalados é feita também pela ANVISA. O distrito responsável pela Cidade Universitária também fiscaliza grandes bairros próximos como Várzea, Ilha do Retiro, Iputinga, Madalena, Prado e Torre, e justifica a pouca assiduidade nas cantinas da Universidade com a falta de pessoal, dizendo dar preferência às denúncias já recebidas. A média de tempo entre as visitas à Universidade é de                  O Aquarela em horário de pico / Foto: Glaucylayde Santos
4 a 5 meses, ou sempre que é feita alguma denúncia a alguma das cantinas.

Paralelamente, formam-se também comissões de alunos, professores e funcionários em cada centro para realizar uma fiscalização mais freqüente, mantendo as cantinas sob constante observação.

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